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terça-feira, 31 de julho de 2012

CRIMINOROCK PELOTAS


Um evento que abordará o rock além da música. A partir de quarta-feira (1°) estarão abertas as inscrições para o seminário Criminologia Cultural e Rock da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), um encontro jurídico-acadêmico composto por palestras, debates e interações artísticas que traz a possibilidade de abordar a ciência do Direito sob uma perspectiva da Criminologia Cultural e outras conexões teóricas.
Promovido pelo curso de Direito da UCPel, o seminário ocorrerá no dia 17 de agosto e tratará do rock enquanto fenômeno subversivo e transgressor, procurando dar voz a um dos discursos silenciados pelo poder punitivo e pelo status quo. Segundo a organização do evento, ele se insere no contexto de uma criminologia que procura percorrer seu sentido, estabelecendo contraposição à fixidez com que geralmente são estigmatizados. No seminário ainda se buscará o diálogo entre outros gêneros musicais além do rock, como punk, samba e hip hop. 

A inspiração para o evento vem da necessidade de promover atividades extracurriculares que interessem aos alunos e que tragam para sua formação uma possibilidade crítica de análise dos atuais institutos jurídicos. O encontro pretende promover um pensamento mais crítico e abrangente sobre o Direito, além de incentivar os acadêmicos a conhecer e respeitar os movimentos ditos "contraculturais" como parte de sua própria cultura a partir de uma análise da construção histórica do rock.

Além da participação de alguns professores que compõem o corpo docente do curso de Direito da UCPel, os palestrantes são Salo de Carvalho, Moysés Pinto Neto, Marcelo Mayora e José Antonio Gerzson Linck, pesquisadores e autores do livro que dá o nome ao seminário – Criminologia Cultural e Rock, lançado em 2011.


O seminário Criminologia Cultural e Rock ocorre durante todo o dia 17 de agosto – manhã, tarde e noite – no Auditório Dom Antônio Zattera. A programação inclui palestras, debates, mostra temática de cinema e um sarau jurídico-literário. O investimento é de R$ 25,00 até o dia 10 de agosto. Após essa data, e até o dia do encontro, o valor passa para R$ 30,00. As inscrições podem ser feitas na Livraria São José, que fica no saguão do Campus I (rua Gonçalves Chaves, 373). Os participantes recebem certificado.




ORGANIZAÇÃO - FACULDADE DE DIREITO  -UCPEL
REALIZAÇÃO - NUCLEO DE ESTUDOS EM DIREITOS HUMANOS E AMERICA LATINA

sábado, 9 de junho de 2012

Quadrinhos puros do direito - Luis Alberto Warat


estava lendo a obra "territórios desconhecidos: a procura surrealista pelos lugares do abandono do sentido e da reconstrução da subjetividade" de Luis Alberto Warat como 1º volume de uma coleção de 4 reeditado pela Universidade Federal de Santa Catarina e a Fundação Boiteux (2004) e pensando que estas leituras deveriam ser mais frequentes aos alunos direito...ficando esta sugestão como tributo ao grande pensador do direito, Warat e seu legado de reflexões e devaneios jurídicos de extrema lucidez.. ou, nas mais singelas palavras, artificio que o autor soube fazer uso com tal maestria.. 

Leer Warat es más que una singular lectura, es un proceso de inmersión en sí mismo!


03 - Auxiliar - Os Quadrinhos Puros Do Direito - Warat & Cabriada

referências:
WARAT, Luis Alberto. territorios desconhecidos [...] FLorianopolis: Boiteux, 2004.

domingo, 6 de novembro de 2011

ciclos intermináveis de estranhamento


Acabei de assistir, novamente, o filme Crash: no limite que retrata de forma ímpar a sociedade americana e toda a sua estrutura humana multifacetada, pluricultural e permeada/entrecruzada de racismos, machismos, preconceitos, medos, intolerâncias [...] estranhamentos vários! Talvez não seja uma característica única da sociedade americana, mas de todos os países ocidentais modernos..
Interessante como o filme entrecruza as histórias de modo a demonstrar a interdependência entre as pessoas, suas histórias e seus discursos, muitas vezes autotraídos e paradoxais..
Demonstra como os estranhamentos em grande parte começam com situações banais da vida quotidiana (ou meros desconfortos da vida moderna), o que permite perceber o grau de intolerância que encobre a capacidade humana de resolver seus conflitos e, então, intensifica-se o ciclo de produção de dor e sofrimento.
O filme é um ótimo estudo de sociologia, tantos temas que a sociologia, a antropologia, a filosofia tem se proposto a estudar e tem dado tantas respostas convincentes e plausíveis, entretanto, vê-se o quanto a ciência é incapaz de resolver as questões da vida das pessoas, já que grande parte das pessoas não acessa esta ciência! E, assim, essa ciência se torna um conhecimento como mero objeto de desejo e contemplação acadêmica!
Ainda, como apresenta a ilha em si mesmo em que cada individuo se tornou, isolado e crente na sua autossuficiência livre e só! Maravilhoso!, se é que se pode dizer que a realidade da vida quotidiana de estranhamento entre seres pode ser tornar em uma obra artística tão bela.
Encerra o filme com dois elementos a se fazer referencia! O inicio de um novo ciclo de estranhamento por conta de um acontecimento banal e rotineiro e o desencadeamento de historias (infelizes) que se cruzam.. e também a musica do stereophonics “maybe tomorrow”:
I've been down and I'm wondering why
These little black clouds keep walking around with me,
With me
It waste time and I'd rather be high
Think I'll walk me outside and buy a rainbow smile but be free,
They're all free
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home
I look around at a beautifiul life
Been the upperside of down
Been the inside of out but we breathe,
We breathe 
I wanna a breeze in an open mind
I wanna swim in the ocean
Wanna take my time for me,
All me
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home 
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home


sábado, 30 de julho de 2011

O CONSENSO MIDIATICAMENTE (DE)FORMADO E MANIPULADO PELA MASS MEDIA


Esta postagem é uma abordagem em duplo sentido, primeiro de prestar uma homenagem, e em segundo de fazer uma analise minimamente critica da situação que se cria, ou é forjada no ceio da modernidade como forma de gestar a sua humanitária war on drugs.

Neste sentido, a homenagem é no sentido de um reconhecimento e tributo à artista Amy Winehouse e a sua capacidade de fazer musica com origem em blues e jazz o que por si só já é inusitado e louvável nesta modernidade de produção em serie e de um processo de desculturação e homogeneização identitária.

E ainda, tal talento permeado ou levado a cabo pela sua personalidade intensamente transgressora, que unida a sua música remonta ao cenário retratado por Howard Becker e William Foote White...

E em segundo lugar, fazer uma analise do consenso que se forma em torno da morte da artista, no sentido genuíno do termo...consenso na pior acepção de Dussel, no sentido de pura manipulação do poder de difusão midiática encontrada na modernidade pelo poderia tecnológico, e que pode servir a fins emancipatórios – de diálogos e comunicação de lutas (no sentido atribuído por Negri) – mas que também serve a fins sórdidos de manipulação da opinião publica, como ocorre no que diz respeito às drogas..

Assim, vê-se que está montado mais um cenário de que esta mídia necessita para fortalecer seu papel nesta luta contra as drogas, exportada e imposta pelo mundo ocidental burguês, como imperativo categórico humanista ocidental..!

Nesta linha, e ao arrepio de uma ciência criminológica levada a sério, recrudesce-se o pensar em relação às drogas, a partir de um viés meramente positivo-reducionista e maniqueísta, quem dirá o que este pensar permitirá em termos de procedimentalidades !?!?

Fiquemos com o Blues e Jazz transgressores por natureza.. afinal o que seria da arte se não fosse a transgressão!!???


sexta-feira, 4 de março de 2011

A paz que eu não quero! ..numa cidade muito longe daqui !


Em primeiro lugar o porquê da fronteira?! Utilizando-se uma categoria trabalhada por Boaventura de Sousa Santos, onde viver na fronteira significa não estar nunca dentro do mapa da modernidade desenvolvimentista e disseminadora de oportunidades, mas ao mesmo tempo também não estar fora, tendo em vista que somos jogados a este modus vivendi do desejo irrefreável do consumo.

Em meia às preocupações diárias, angústias, medos, esperanças, expectativas, ansiedades que permeiam os sentimentos, dias e noites mais ou menos, algumas sonoridades e vozes próximas ajudam a refletir, ou pelo menos, por algum momento, desligar! Se é que isto é possível.


“Outra epidemia desanima quem convive com medo
Botões e atalhos amplificam a distância
Esse é o poder solitário
Vejo a minha história com a sua comungar”
(O monstro invisível – O Rappa)


Neste período, já aparentemente longo, a minha religião parece ser a produção cientifica e a busca de um conhecimento prudente, para talvez, uma vida mais decente, em busca de respostas, ou pelo menos das perguntas certas, e quiçá, de uma condição mais humana...


“Tentei ser crente
Mas, meu cristo é diferente
A sombra dele é sem cruz, dele é sem cruz
No meio daquela luz, daquela luz”
(O meu mundo é O Barro – O Rappa)

Espero que estes devaneios pareçam ter algum sentido para mais alguém; caso não tenham, bom.. nem tudo faz sentido mesmo!!!  Às vezes apenas é imprimido sentido a este paradigma racionalista e reducionista que nos é colocado garganta abaixo!!

...mas isso acontece numa (so)ci(e)dade muito longe daqui, que tem problemas que parecem os problemas daqui, que tem favelas que parecem as favelas daqui..  mas é uma (so)ci(e)dade muito longe daqui!??! (Marcelo D2 e Leandro Sapucahy)
O Rappa ao vivo na Favela da Rocinha, uma ótima pedida para refletir, ou simplesmente curtir..!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ruptura Cultural e a Revolução Paradigmática Contra-Hegemônica

Caríssimos amigos, começo este post exaltando um movimento do qual, um importante - o qual muito admiro e respeito e também por isso me é um importante referencial teórico – tem feito coro, o Prof. Dr. Salo de Carvalho. Tem feito coro e direcionado sua pesquisa a partir da Análise da Criminologia Cultural.


Desta feita, minha voz é neste mesmo sentido, de que uma possivel revoluçao paradigmática, hoje, passa por um produção cultural forte e calcada em valores, que infelizmente não têm sido muito referidos, da liberdade cultural, da diversidade, da aceitação da diferença, tao trabalhados pelo prof. Boaventura Santos atraves de seu Cosmopolitismo Multicultural.

Assim, entendo que a nossa sociedade, moderno como é, deve acessar essa rica e extença, como complexa que é, cultura abundante, mas tao pouco acessada, ou pior ainda, por tao poucos acessada. Ainda, façamos uso e interpretações, tenhamos a sensibilidade de ver posicionamento politico (em um sentido cientifico stricto sensu)na produção cultural, pois é resultado de uma produção humana e permeada de subjetividade, e portanto, encrustrada de posicionamento politico, ideológico.

Toda esta colocação, a fim de indicar uma obra musical, o cd ao vivo MTV do cantor e compositor OTTO, cujas letras os senhores ouvirao e tirarao as proprias conclusoes e farao as proprias reflexoes, ou simplesmente ouvirão! E espero, sinceramente, que ouçam, pois se trata de uma belíssima obra, e um exercicio de aquisição cultural muito prazeroso.



Neste sentido, caros leitores e amigos, fica aqui, apenas a colocação de que, eu, particularmente, como estudioso da questão político-social, como me considero e me esforço como tal, e, mais especificamente, também das ciências criminais, em todo filme, música, ou qualquer outro objeto cultural no qual possa visualizar uma possibilidade de ruptura, farei uso e indicarei, num sentido de difundir essa cultura da rupura da cultura de massa que nos é empurrada goela abaixo diariamente.

Não tenho a intenção de fazer lobby para este ou aquele artista, ou quem quer se seja, mas sim, um lobby cultural, de um cultura insurgente, contra hegemonica e de ruptura!!


E para finalizar, vejam ideologia, pois é a razão de ser de cada produção humana, e a cultura não é diferente. Aproveitem a musicalidade desta indicação, é maravilhosa.