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quinta-feira, 25 de abril de 2013

a episteme performativa do crime e a resposta cíclica de violência oficializada - rev. Estudos Jurídicos n. 24 UNESP Franca/SP

venho divulgar a mais recente edição da revista Estudos Jurídicos em seu volume 16 n. 24 (2012) do programa de pós-graduação em Direito da UNESP, contendo artigo de minha autoria chamado "a episteme performativa do crime e a resposta cíclica de violência oficializada" alem como diversos outros trabalhos, que podem ser acessados no link abaixo:
http://seer.franca.unesp.br/index.php/estudosjuridicosunesp/issue/current


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CONVITE





CONVITE

Convido para a defesa publica de Trabalho de Dissertação, como requisito para conclusão do curso de mestrado em Politica Social da Universidade Católica (MPS/UCPel), trabalho intitulado "O Sisteme Penal na lente da juventude transgressora: da Politica Social à Politica Penal" de autoria de Jackson da Silva Leal e orientado pela professora pós-doutorado Raquel Fabiana Lopes Sparemberger. Trabalho que faz parte do projeto de pesquisa Direitos Humanos nas Fronteiras Gaúchas coordenado pela professora Dra. Vini Rabassa da Silva e financiado pela Comissão de Aperfeiçoamento Pessoal em Nível Superior (CAPES). A sessão se realizará no dia 15 de fevereiro, na UCPel, campus I, prédio B às 10 horas; e conta com a banca avaliadora composta pelo professor Dr. Luiz Antonio Bogo Chies; professor Dr. Daniel Achutti, e coordenando os trabalhos a professora Dra. Raquel Sparemberger.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Batman: o cavalheiro das trevas ressurge.. por Slavoj Zizek

Já tinha ouvido falar algumas vezes sobre a analise de S. Zizek sobre o filme, mas, por conta da dissertação, ainda nao havia tido tempo de assistir ao filme com calma..essa ultima noite o fiz... terminei o filme, e corri para a internet, para ler o tal artigo.. que resumo como - maravilhoso!!!!

***
Por Slavoj Žižek.

Confira abaixo artigo inédito, traduzido por Rogério Bettoni, enviado com exclusividade pelo autor para a Boitempo publicar em seu Blog.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge confirma mais uma vez como os blockbusters de Hollywood são indicadores precisos da situação ideológica da nossa sociedade. A narrativa (resumida) se dá da seguinte maneira. Oito anos depois dos eventos de Batman – O Cavaleiro das Trevas, capítulo anterior da saga Batman, a lei e a ordem prevalecem em Gotham City: sob os extraordinários poderes do Ato Dent, o comissário Gordon praticamente erradicou o crime violento e organizado. No entanto, ele se sente culpado pela cobertura dos crimes de Harvey Dent (Dent morreu ao tentar matar o filho de Gordon, salvo por Batman, que assumiu a culpa em nome da manutenção do mito de Dent, levando a uma demonização de Batman como vilão de Gotham) e planeja admitir a conspiração em um evento público de celebração a Dent, mas acaba concluindo que a cidade não está preparada para a verdade. Bruce Wayne, que não atua mais como Batman, vive isolado na própria Mansão enquanto sua empresa desmorona depois de ter investido em um projeto de energia limpa criado para aproveitar a energia nuclear, mas encerrado quando ele descobriu que o núcleo poderia ser transformado em uma bomba. A lindíssima Miranda Tate, membra do conselho administrativo da Wayne Enterprises, convence Wayne a refazer a sociedade e continuar com seus trabalhos filantrópicos.

Aqui entra o (primeiro) vilão do filme: Bane, líder terrorista e antigo membro da Liga das Sombras, consegue a cópia do discurso de Gordon. Depois que as tramas financeiras de Bane quase levam a empresa de Wayne à falência, Wayne confia a Miranda a tarefa de controlar seus negócios, além de ter com ela um breve caso amoroso. (Nesse aspecto ela compete com a gata-ladra Selina Kyle, que rouba dos ricos para redistribuir a riqueza, mas acaba se juntando a Wayne e às forças da lei e da ordem.) Ao descobrir a movimentação de Bane, Wayne retorna como Batman e confronta Bane, que afirma ter assumido a Liga das Sombras após a morte de Ra’s Al Ghul. Depois de deixar Batman gravemente ferido em um combate corpo a corpo, Bane o coloca numa prisão de onde é praticamente impossível fugir. Seus companheiros de prisão contam para Wayne a história da única pessoa que conseguiu escapar: uma criança motivada pela necessidade e pela mera força de vontade. Enquanto o prisioneiro Wayne se recupera dos ferimentos e se prepara para ser Batman de novo, Bane consegue transformar Gotham City em uma cidade-Estado isolada. Primeiro ele atrai para o subsolo a maior parte dos policiais de Gotham e os prende lá; depois provoca explosões que destroem a maioria das pontes que conectavam Gotham City ao continente, anunciando que qualquer tentativa de deixar a cidade resultaria na detonação do núcleo de Wayne, do qual se apoderou e transformou em uma bomba.

Chegamos então ao momento crucial do filme: a tomada de poder por parte de Bane acontece junto com uma vasta ofensiva político-ideológica. Bane revela publicamente o acobertamento da morte de Dent e liberta os prisioneiros detidos pelo Ato Dent. Condenando os ricos e poderosos, ele promete devolver o poder ao povo, convocando as pessoas comuns a “tomarem a cidade de volta” – Bane revela-se como “o manifestante definitivo do Occupy Wall Street, convocando os 99% a se juntarem para derrubar as elites sociais”[1]. Segue-se então a ideia do filme de poder do povo: uma sequência mostra uma série de julgamentos e execuções dos ricos, as ruas tomadas pelo crime e pela vilania… alguns meses depois, enquanto Gotham City continua sofrendo o terror popular, Wayne consegue fugir da prisão, retorna a Gotham como Batman e convoca os amigos para ajudá-lo a libertar a cidade e desarmar a bomba nuclear antes que ela exploda. Batman confronta e domina Bane, mas Miranda intervém e apunhala Batman – a benfeitora social revela-se como Talia al Ghul, filha de Ra’s: foi ela que escapou da prisão quando criança e foi Bane que a ajudou a fugir. Depois de comunicar seu plano de terminar a tarefa do pai de destruir Gotham, Talia foge. Na confusão que se segue, Gordon destrói o dispositivo que permitia a detonação remota da bomba enquanto Selina mata Bane, permitindo que Batman vá atrás de Talia. Ele tenta forçá-la a levar a bomba para a câmara de fusão onde pode ser estabilizada, mas Talia inunda a câmara. Talia morre quando seu caminhão bate, confiante de que a bomba não pode ser detida. Usando um helicóptero especial, Batman transporta a bomba para além dos limites da cidade, onde ela explode sobre o oceano e supostamente o mata.

Agora Batman é celebrado como um herói cujo sacrifício salvou Gotham City, enquanto Wayne é tido como morto nos motins. Após seus bens serem divididos, Alfred vê Bruce e Selina juntos em um café em Florença, enquanto Blake, jovem policial honesto que conhecia a identidade de Batman, herda a Batcaverna. Em suma, “Batman salva a situação, aparece incólume e continua com uma vida normal, enquanto outro o substitui no papel de defender o sistema”[2]. A primeira pista dos fundamentos ideológicos desse final é dada por Gordon, que, no (suposto) enterro de Wayne, lê as últimas linhas de Um conto de duas cidades, de Dickens: “Esta é, sem dúvida, a melhor coisa que faço e que jamais fiz; este é, sem dúvida, o melhor descanso que terei e que jamais tive”. Alguns críticos do filme interpretaram essa citação como um indício de que o filme “atinge o nível mais nobre da arte ocidental. O filme apela para o centro da tradição norte-americana – o ideal do nobre sacrifício pelo povo comum. Batman deve se humilhar para ser exaltado e renunciar à própria vida para encontrar uma nova. [...] Como máxima figura de Cristo, Batman sacrifica a si para salvar os outros”[3].

Dessa perspectiva, com efeito, Dickens está apenas a um passo de distância de Cristo no Calvário: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida?” (Mt 16:25-26 da Bíblia de Jerusalém). O sacrifício de Batman como repetição da morte de Cristo? Essa ideia não seria comprometida pela última cena do filme (Wayne com Selina em um café em Florença)? O equivalente religioso desse final não seria a conhecida ideia blasfema de que Cristo realmente sobreviveu à crucificação e teve uma vida longa e pacífica (na Índia, ou talvez no Tibete, de acordo com algumas fontes)? A única maneira de remir essa cena final seria interpretá-la como um devaneio (alucinação) de Alfred, que se senta sozinho em um café em Florença. Outra característica dickensiana do filme é a queixa despolitizada sobre a lacuna entre ricos e pobres – no início do filme, Selina sussurra para Wayne enquanto eles dançam em um baile exclusivo da elite: “Está vindo uma tempestade, sr. Wayne. É melhor que estejam preparados. Pois quando ela chegar, todos se perguntarão como acharam que poderiam viver com tanto e deixar tão pouco para o resto”. Nolan, como todo bom liberal, está “preocupado” com essa disparidade e reconhece que essa preocupação impregnou o filme:

O que vejo do filme relacionado ao mundo real é a ideia de desonestidade. O filme inteiro trata da chegada do seu ponto crítico. [...] A ideia de justiça econômica perpassa o filme, e por duas razões. Primeiro, Bruce Wayne é um bilionário. Isso tem de ser levado em conta. [...] E segundo, há muitas coisas na vida, e a economia é uma delas, em que precisamos confiar em grande parte do que nos dizem, pois a maioria de nós se sente desprovida das ferramentas analíticas para saber o que está acontecendo. [...] Não acho que existe uma perspectiva de direita ou de esquerda no filme. Ele faz apenas uma avaliação honesta, ou uma exploração honesta, do mundo em que vivemos – de coisas que nos preocupam.[4]

Por mais que os espectadores saibam que Wayne é extremamente rico, eles tendem a se esquecer de onde vem a riqueza dele: fabricação de armas e especulação financeira, e é por isso que as jogadas de Bane na Bolsa de Valores podem destruir seu império – traficante de armas e especulador, esse é o verdadeiro segredo por trás da máscara do Batman. De que modo o filme lida com isso? Ressuscitando o tema arquetípico dickensiano do bom capitalista que se envolve no financiamento de orfanatos (Wayne) versus o mau e ganancioso capitalista (Stryver, como em Dickens). Nessa moralização dickensiana excessiva, a disparidade econômica é traduzida na “desonestidade” que deveria ser “honestamente” analisada, embora não tenhamos nenhum mapeamento cognitivo confiável, e uma abordagem “honesta” como essa nos leva a mais um paralelo com Dickens – é como afirmou Jonathan (corroteirista), irmão de Christopher Nolan, sem rodeios: “Para mim, Um conto de duas cidades foi o retrato mais angustiante de uma civilização reconhecível e descritível que se desintegrou completamente em pedaços. Com os terrores em Paris, na França daquela época, não é difícil imaginar que as coisas dariam tão errado assim”[5]. As cenas do vingativo levante populista no filme (uma multidão sedenta pelo sangue dos ricos que os ignoraram e exploraram) evocam a descrição de Dickens do Reino do Terror, tanto que, embora não tenha nada a ver com política, o filme segue o romance de Dickens ao retratar “honestamente” os revolucionários como fanáticos possuídos, e assim fornece a caricatura do que, na vida real, seriam revolucionários comprometidos ideologicamente no combate da injustiça estrutural. Hollywood conta o que oestablishment quer que saibamos – que os revolucionários são criaturas brutais, sem nenhum respeito pela vida humana. Apesar da retórica emancipatória sobre a libertação, eles têm projetos sinistros por trás. Portanto, quaisquer que sejam as razões, elas precisam ser eliminadas.[6]

Tom Charity destacou corretamente “a defesa que o filme faz do establishmentna forma de bilionários filantrópicos e uma polícia corrupta” – na sua desconfiança das pessoas que resolvem as coisas com as próprias mãos, o filme “demonstra tanto o desejo por justiça social quanto o medo do que realmente pode parecer nas mãos de uma multidão”[7]. Aqui, Karthick levanta uma questão bem clara sobre a imensa popularidade da figura do Coringa no filme anterior: qual o motivo de uma atitude tão hostil para com Bane quando o Coringa foi tratado com tanta mansidão no filme anterior? A resposta é simples e convincente:

O Coringa, que clama por anarquia na sua mais pura manifestação, enfatiza a hipocrisia da civilização burguesa como ela existe, mas é impossível traduzir suas visões em uma ação de massa. Bane, por outro lado, representa uma ameaça existencial ao sistema de opressão. [...] Sua força não é apenas a psique, mas também sua capacidade de comandar as pessoas e mobilizá-las rumo a um objetivo político. Ele representa a vanguarda, o representante organizado dos oprimidos que promove a luta política em nome deles para gerar mudanças sociais. Tamanha força, com o maior dos potenciais subversivos, não tem lugar dentro do sistema. Ela precisa ser eliminada.[8]

No entanto, ainda que Bane não tenha o fascínio do Coringa de Heath Ledger, há uma característica que o distingue desse último: o amor incondicional, a mesma fonte da sua dureza. Em uma cena curta mas comovente, vemos como, em um ato de amor no meio do sofrimento terrível, Bane salvou a garota Talia sem se importar com as consequências e pagando um preço terrível por isso (foi espancado quase até a morte por defendê-la). Karthick tem toda razão ao situar esse acontecimento dentro da longa tradição, de Cristo a Che Guevara, que exalta a violência como uma “obra do amor”, como nas famosas palavras do diário de Che Guevara: “Devo dizer, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado pelo forte sentimento do amor. É impossível pensar em um revolucionário autêntico sem essa qualidade”[9]. O que encontramos aqui nem é tanto a “cristificação de Che”, mas sim uma “cheização do próprio Cristo” – o Cristo cujas palavras “escandalosas” de Lucas (“se alguém vem a mim e não odeia seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo” [Lc 14:26]) apontam exatamente na mesma direção que a famosa citação de Che: “É preciso ser duro, mas sem perder a ternura”. A afirmação de que “o verdadeiro revolucionário é guiado pelo forte sentimento do amor” deveria ser interpretada juntamente com a declaração muito mais “problemática” de Guevara sobre os revolucionários como “máquinas de matar”:

O ódio é um elemento da luta; o ódio impiedoso do inimigo que nos ergue acima e além das limitações naturais do homem e nos transforma em eficazes, violentas, seletivas e frias máquinas de matar. Assim devem ser nossos soldados; um povo sem ódio não derrota um inimigo brutal.

Ou, parafraseando Kant e Robespierre mais uma vez: o amor sem crueldade é impotente; a crueldade sem amor é cega, paixão efêmera que perde todo seu vigor. Guevara está parafraseando as declarações de Cristo sobre a unidade do amor e da espada – em ambos os casos, o paradoxo subjacente consiste nisto: o que torna o amor angelical, o que o eleva acima da mera sentimentalidade instável e patética, é essa mesma crueldade, o seu elo com a violência – é esse elo que eleva o amor acima e além das limitações naturais do homem e o transforma em pulsão incondicional. É por isso que, voltando a O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o único amor autêntico no filme é o de Bane, o “amor do terrorista”, em nítido contraste a Batman.

Nesse mesmo viés, a figura de Ra’s, pai de Talia, merece um exame mais cuidadoso. Ra’s é uma mistura de características árabes e orientais, um agente do virtuoso terror lutando para contrabalancear a corrompida civilização ocidental. O personagem é interpretado por Liam Neeson, ator cuja persona na tela geralmente irradia uma nobre bondade e sabedoria (ele faz o papel de Zeus em Fúria de Titãs), e que também representa Qui-Gon Jinn em A Ameaça Fantasma, primeiro episódio da série Star Wars. Qui-Gon é um cavaleiro Jedi, mentor de Obi-Wan Kenobi, bem como o descobridor de Anakin Skywalker, acreditando que Anakin é O Escolhido que restituirá o equilíbrio do universo, ignorando os alertas de Yoda sobre a natureza instável de Anakin; no final de A Ameaça Fantasma, Qui-Gon é morto por Darth Maul[10].

Na trilogia Batman, Ra’s também é professor do jovem Wayne: em Batman Begins, ele encontra Wayne em uma prisão chinesa; apresentando-se como Henri Ducard, ele oferece um “caminho” para o garoto. Depois que Wayne é libertado, ele segue até a fortaleza da Liga das Sombras, onde Ra’s está esperando, embora se apresente como servo de outro homem chamado Ra’s Al Ghul. Depois de um longo e doloroso treinamento, Ra’s explica que Bruce deve fazer o que for preciso para combater o mal, embora revele que eles treinaram Bruce para liderar a Liga com o intuito de destruir Gotham City, que eles acreditam ter se tornado irremediavelmente corrupta. Portanto, Ra’s não é a simples encarnação do Mal: ele representa a combinação de virtude e terror, a disciplina igualitária que combate um império corrupto, e assim pertence ao fio condutor (na ficção recente) que vai de Paul Atreides em Duna até Leônidas em300 de Esparta. E é crucial que Wayne seja seu discípulo: Wayne foi formado como Batman por ele.

Duas críticas do senso-comum se apresentam aqui. A primeira é de que houveviolência e matanças monstruosas nas revoluções reais, desde o estalinismo ao Khmer Vermelho, por isso está claro que o filme não está apenas engajado na imaginação revolucionária. A segunda, oposta, é esta: o atual movimento Occupy Wall Street não foi violento, seu objetivo definitivamente não era um novo reino do terror; na medida em que se espera que a revolta de Bane extrapole a tendência imanente do movimento OWS, o filme, portanto, deturpa de maneira absurda seus objetivos e estratégias. Os atuais protestos antiglobalistas são o exato oposto do terror brutal de Bane: este representa a imagem espelhada do terror estatal, uma seita fundamentalista e homicida dominada e controlada pelo terror, e não a sua superação por meio da auto-organização popular… As duas críticas compartilham a rejeição da figura de Bane. A resposta a essas duas críticas é múltipla.

Primeiro, devemos esclarecer o atual escopo da violência – a melhor resposta para a afirmação de que a reação violenta da multidão à opressão é pior que a opressão original foi dada por Mark Twain no seu Um ianque na corte do rei Artur: “Houve dois ‘Reinos do Terror’, se bem nos lembramos; um forjado na incandescente paixão, outro no desumano sangue frio. [...] Mas todos os nossos temores, que os tenhamos pelo menor terror, o momentâneo, por assim dizer; pois o que é o terror da morte súbita pelo machado se comparado à morte em toda uma vida de fome, frio, insulto, crueldade e desilusão? O cemitério de qualquer cidade pode bem conter os caixões cheios desse breve terror, que todos aprendemos com afinco a temer e lamentar; mas a França inteira mal conteria os caixões cheios daquele outro terror, mais antigo e verdadeiro, o terror de amargura e atrocidade indizíveis, que nenhum de nós aprendeu a encarar em toda sua amplitude ou desprezo que merece”.

Depois, deveríamos desmistificar o problema da violência, rejeitando afirmações simplistas de que o comunismo do século XX agiu com uma violência homicida excessiva demais, e de que deveríamos tomar cuidado para não cair mais uma vez nessa armadilha. Com efeito, trata-se de uma terrível verdade – mas esse foco voltado diretamente para a violência obscurece uma questão basilar: o que houve de errado no projeto comunista do século XX como tal, qual foi o ponto fraco imanente desse projeto que impulsionou o comunismo a recorrer (não só) aos comunistas no poder para a violência irrestrita? Em outras palavras, não basta dizer que os comunistas “negligenciaram o problema da violência”: foi um aspecto sócio-político mais profundo que os impulsionou à violência. (O mesmo se aplica à ideia de que os comunistas “negligenciaram a democracia”: seu projeto geral de transformação social impôs sobre eles esse “negligenciar”.) Portanto, não é apenas o filme de Nolan que foi incapaz de imaginar o poder autêntico do povo – os próprios movimentos “reais” de emancipação radical também não o fizeram e continuam presos nas coordenadas da antiga sociedade, e, por essa razão, muitas vezes o efetivo “poder do povo” foi esse horror violento.

E, por último, mas não menos importante, é muito simples dizer que não há potencial violento no movimento OWS e similares – há sim uma violência em jogo em todo processo emancipatório autêntico: o problema com o filme é que ele traduziu essa violência de uma maneira errada em terror homicida. Qual é, então, a sublime violência em relação à qual até mesmo o mais brutal assassinato é um ato de fraqueza? Façamos uma digressão em Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago, que conta a história dos estranhos eventos na capital sem nome de um país democrático não identificado. Quando a manhã do dia das eleições é arruinada por chuvas torrenciais, a quantidade de eleitores presentes é extremamente baixa, mas o tempo melhora no meio da tarde e a população segue em massa para as seções eleitorais. No entanto, o alívio do governo logo acaba quando a contagem de votos revela que 70% das cédulas na capital foram deixados em branco. Frustrado por esse aparente lapso civil, o governo dá aos cidadãos a chance de refazer o fato uma semana depois, em mais um dia de eleição. O resultado é pior: agora 83% dos votos foram brancos. Os dois principais partidos políticos – o governante partido da direita (p.d.d.) e seu principal adversário, o partido do meio (p.d.m.) – entram em pânico, enquanto o infeliz e marginalizado partido da esquerda (p.d.e.) apresenta uma análise afirmando que os votos brancos são, essencialmente, um voto por sua agenda progressiva. Sem saber como responder a um protesto benigno, mas certo de que existe uma conspiração antidemocrática, o governo rapidamente rotula o movimento de “terrorismo puro e duro” e declara estado de emergência, permitindo a suspensão de todas as garantias constitucionais e adotando uma série de medidas cada vez mais drásticas: os cidadãos são apanhados aleatoriamente e desaparecem em interrogatórios secretos, a polícia e a sede do governo saem da capital, proibindo a entrada e a saída da cidade e, por fim, fabricando seu próprio líder terrorista. A cidade toda continua funcionando quase normalmente, as pessoas se esquivam de todas as ofensivas do governo com uma harmonia inexplicável e com um verdadeiro nível gandhiano de resistência não violenta… isso, a abstenção dos eleitores, é um exemplo de “violência divina” verdadeiramente radical que desperta reações de pânico brutal nos detentores do poder.

Voltando a Nolan, a trilogia dos filmes do Batman, portanto, segue uma lógica imanente. Em Batman Begins, o herói continua dentro dos limites de uma ordem liberal: o sistema pode ser defendido com métodos moralmente aceitáveis. O Cavaleiro das Trevas é de fato uma nova versão de dois clássicos de faroeste de John Ford (Sangue de Heróis e O Homem Que Matou o Facínora) que retratam como, para civilizar o ocidente selvagem, é preciso “publicar a lenda” e ignorar a verdade – em suma, como nossa civilização tem de se fundamentar em uma Mentira: é preciso quebrar as regras para defender o sistema. Ou, dito de outra forma, em Batman Begins, o herói é simplesmente uma figura clássica do vigilante urbano que pune os criminosos naquilo que a polícia não pode; o problema é que a polícia, órgão responsável pela imposição das leis, relaciona-se de maneira ambígua à ajuda de Batman: enquanto admite sua eficácia, ela também considera Batman uma ameaça ao seu monopólio do poder e uma testemunha da sua ineficácia. No entanto, a transgressão de Batman aqui é puramente formal, consiste em agir em nome da lei sem a legitimação para fazê-lo: nos seus atos, ele nunca viola a lei. O Cavaleiro das Trevas muda essas coordenadas: o verdadeiro rival de Batman não é o Coringa, seu oponente, mas Harvey Dent, o “cavaleiro branco”, o novo e agressivo promotor público, um tipo de vigilante oficial cuja batalha fanática contra o crime o conduz ao assassinato de pessoas inocentes e o destrói. É como se Dent fosse a resposta à ordem legal da ameaça de Batman: contra a vigilante luta de Batman, o sistema gera seu próprio excesso ilegal, seu próprio vigilante, muito mais violento que Batman, violando diretamente a lei. Desse modo, há uma justiça poética no fato de que, quando Bruce planeja revelar ao público sua identidade como Batman, Dent o interrompe e se apresenta como Batman – ele é “mais Batman que o próprio Batman”, efetivando a tentação à qual Batman ainda era capaz de resistir. Então quando, no final do filme, Batman assume os crimes cometidos por Dent para salvar a reputação do herói popular que incorpora a esperança para o povo comum, seu ato modesto tem uma ponta de verdade: Batman, de certa forma, devolve o favor a Dent. Seu ato é um gesto de troca simbólica: primeiro Dent toma para si a identidade de Batman, e depois Wayne – o Batman verdadeiro – toma para si os crimes de Dent.

Por fim, O Cavaleiro das Trevas Ressurge ultrapassa ainda mais os limites: Bane não seria Dent levado ao extremo, à sua autonegação? Dent que chega à conclusão de que o sistema é injusto, de modo que, para combater a injustiça com eficácia, é preciso atacar diretamente o sistema e destruí-lo? E, como parte da mesma atitude, Dent que perde as últimas inibições e está pronto para usar toda sua brutalidade assassina para atingir esse objetivo? O advento dessa figura muda a constelação inteira: para todos os participantes, inclusive Batman, a moralidade é relativizada, torna-se uma questão de conveniência, algo determinado pelas circunstâncias: é uma guerra de classes aberta, tudo é permitido para defender o sistema quando estamos lidando não só com gângsteres malucos, mas com uma revolta popular.

Será, então, que isso é tudo? O filme deveria ser categoricamente rejeitado por quem se envolve em lutas emancipatórias radicais? As coisas são mais ambíguas, e é preciso interpretar o filme da maneira que se interpreta um poema político chinês: as ausências e as presenças surpreendentes também contam. Recordemos a antiga história francesa sobre uma esposa que reclama do melhor amigo do marido, dizendo que o amigo tem se insinuado sexualmente para ela: leva algum tempo para que o amigo surpreso entenda a mensagem – de uma maneira invertida, ela o está incitando a seduzi-la… É como o inconsciente freudiano que não conhece a negação: o que importa não é um juízo negativo sobre algo, mas o simples fato de que esse algo seja mencionado – em O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o poder do povo ESTÁ AQUI, encenado como um Evento, em um passo fundamental dado a partir dos oponentes habituais de Batman (criminosos megacapitalistas, gângsteres e terroristas).

Temos aqui a primeira pista – a perspectiva de que o movimento OWS tome o poder e estabeleça a democracia do povo em Manhattan é nítida e completamente tão absurda e irreal que não podemos deixar de fazer a seguinte pergunta: POR QUE UM IMPORTANTE BLOCKBUSTER DE HOLLYWOOD SONHA COM ISSO, POR QUE EVOCA ESSE ESPECTRO? Por que sequer sonhar com o OWS culminando em uma violenta tomada de poder? A resposta óbvia (manchar o OWS com acusações de que ele guarda um potencial terrorista totalitário) não é o bastante para explicar a estranha atração exercida pela perspectiva do “poder do povo”. Não admira que o funcionamento apropriado desse poder continue branco, ausente: nenhum detalhe é dado sobre como funciona esse poder do povo, sobre o que as pessoas mobilizadas estão fazendo (é preciso lembrar que Bane diz que as pessoas podem fazer o que quiserem – ele não impõe sobre elas a sua própria ordem).

É por isso que a crítica externa do filme (“sua retratação do reino do OWS é uma caricatura ridícula”) não basta – a crítica tem de ser imanente, tem de situar dentro do próprio filme uma multiplicidade de sinais que aponte para o Evento autêntico. (Recordemos, por exemplo, que Bane não é apenas um terrorista brutal, mas sim uma pessoa de profundo amor e sacrifício.) Em suma, a ideologia pura não é possível, a autenticidade de Bane TEM de deixar rastros na tecitura do filme. É por isso que o filme merece uma leitura mais íntima: o Evento – a “república do povo de Gotham City”, a ditadura do proletariado sobre Manhattan – é imanente ao filme, é o seu centro ausente.


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[1] Tyler O’Neil, “Dark Knight and Occupy Wall Street: The Humble Rise”,Hillsdale Natural Law Review, 21 de julho de 2012.
[2] Karthick RM, “The Dark Knight Rises a ‘Fascist’?”, Society and Culture, 21 de julho de 2012.
[3] Tyler O’Neil, cit.
[4] Christopher Nolan, entrevista na Entertainment 1216 (julho de 2012), p. 34.
[5] Entrevista de Christopher e Jonathan Nolan ao Buzzine Film.
[6] Karthick, cit.
[7] Forrest Whitman, “The Dickensian Aspects of The Dark Knight Rises”, 21 de julho de 2012.
[8] Karthick, cit.
[9] Citado em Jon Lee Anderton, Che Guevara: A Revolutionary Life, New York: Grove 1997, p. 636-637.
[10] Notemos a ironia do fato de que o filho de Neeson é um xiita devoto, e que o próprio Neeson às vezes fala sobre a sua futura conversão ao islamismo. 

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artigo publicado no blog da BOITEMPO EDITORIAL no link http://boitempoeditorial.wordpress.com/2012/08/08/ditadura-do-proletariado-em-gotham-city-artigo-de-slavoj-zizek-sobre-batman-o-cavaleiro-das-trevas-ressurge/


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"o fardado alucinado que te agride e ofende" ..relato de pesquisa


arte de Carlos Latuff
após ler o relato publicado no blog do G10, senti o dever de divulgar uma cena a qual presenciei quando estava fazendo a pesquisa de campo na FASE (CASE-Pelotas)...

"em mais um dia de pesquisa, como vários outros.. chego à FASE de manha, e estaciono o carro bem a frente da instituição.. saliente-se que o meio feio da calçada era branco e sequer tinha alguma placa indicando que era proibido estacionar...estava aguardando para ser atendido pelos profissionais, que me auxiliariam na pesquisa, encaminhando os jovens, um a um, para que pudesse dar continuidade nas entrevistas..estavam em reunião e eu aguardando no hall de entrada, juntamente com a secretária da casa..quando então, entra neste ambiente, um policial militar que faz a segurança do perímetro, esbravejando, em elevado tom de voz e severidade, perguntando de quem era o carro que estava estacionado... eu levando a mão e digo que é meu!!

eu não estava de terno, gravata, ou qualquer parafernália classista auto-identificadora do gênero... então ele se dirige a mim com voz grossa, tom elevado e peito estufado, e pergunta.. o TU é pai de marginal? tá fazendo o que aqui?.. pode tirar o carro la da frente..não pode ficar lá!! eu apenas digo que, não havia nada que indicasse que não podia... e ele diz que mesmo assim não pode, pois oferece risco ao seu perímetro..!! ele reafirma a pergunta..se eu tava esperando pra ver vagabundo!!

a secretária, envergonhada, diz - ele é professor! Ele ainda com o tom de voz elevado, pergunta, é professor da casa...eu digo, não, não sou professor da casa..sou advogado e mestrando da UCPel (eu não gosto disso, mas ele precisava! e diga-se de passagem, nem atuando estou, ou estava!! mas sobretudo queria ver a sua reação - e vi!!) e to aqui fazendo uma pesquisa para o mestrado da Universidade Católica de Pelotas..
arte de Carlos Latuff

a partir de então ele muda o tom de voz e murcha o peito... eu fui me levantando para me dirigir ao carro e retirar de onde estava... e ele me acompanha..não obstante tenha baixado o tom de voz, o discurso preconceituoso continua...me dá tapinha nas costas e diz.. DR..por favor, o Sr. tira o carro de la.. porque o sr. sabe né.. daqui a pouco chega pai, mãe, família de marginal ai, e vão ver seu carro la e eu não vou ter o que dizer.. já vai dar encrenca...o sr. faz o seguinte.. eu abro o portão e o sr. coloca no estacionamento.. porque o sr. sabe.. aqui do lado também tem o presidio.. e é perigoso.. Eu disse não.. muito obrigado, mas eu vou colocar do outro lado da rua.!!

quando mudei o carro de lugar.. e voltei a entrar no patio.. ele me disse.. obrigado professor.. pela gentileza e compreensão!!!entrei novamente na sala onde estava.. e comento com a secretária.. como aquele sr. era educado!!  e ela diz.. ah, não dá bola.. ELES são sempre assim!!!"
(compreensão???? gentileza??? eles não conhecem o que é isso !!!!!!!)

obviamente que este relato não chega aos pés do trazido pelo caso de violência física e tortura verificado em PoA... mas demonstra o animus da bendita socioeducação..!!






domingo, 2 de dezembro de 2012

rev. Publicatio jan-jun 2012 - A justiça entre o espirito do perdão e o da vingança


Divulgando a mais recente edição da revista Publicatio do curso de ciências sociais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), contendo o artigo "A Justiça entre o Espirito do Perdão e o Espírito da Vingança" de autoria de Jackson da Silva Leal.

Periódico que pode ser acessado na integra através do link: http://www.revistas2.uepg.br/index.php/sociais/issue/current/showToc
A Justiça entre o Espirito do perdão e o da Vingança



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OS INFRATORES

Depois de significativo tempo sem postar nada próprio tendo em vista os compromissos do segundo semestre (pré-projeto de doutorado, seleção de doutorado e dissertação e mestrado), eia que surge a oportunidade de voltar a esse espaço que no seja apenas para divulgar atividades..
Ontem, em uma grande coincidência, surgiu essa postagem.. estava tocando meus estudos, escritos, leituras...fazia pouco que havia terminado a leitura do texto "legislações proibicionistas em matéria e drogas e danos aos direitos fundamentais (parte 1 e 2) da professora MARIA LUCIA KARAM na Revista VERVE (PUC/SP); quando resolvi encerrar os estudos e ver um filme...não havia assistido trailer, ou mesmo lido a sinopse..o filme chamado, OS INFRATORES. Conta a historia de uma família, durante o período da Lei Seca nos Estados Unidos, sendo que eram destiladores de bebida, produtores e distribuidores de uísque e conhaque..retratando sobretudo o período de 1930-33..ou seja... os estudos acabaram não parando.. pois, o filme trabalha e demonstra visualmente diversas questões, como a própria professora Karam, ou tantos outros que tem trabalhado e discutido a questão das drogas de forma critica, estivessem narrando seus próprios textos..

Em resumo, deixa muito claro o saldo produzido pela politica proibicionista, produtora de violência; não as substâncias - naquele caso o álcool, que hoje é tao corriqueiro no quotidiano -, mas sim a guerra que se trava contra aqueles indivíduos que são tornados estranhos, anormais, narcotraficantes, ou simplesmente infratores..demonstra ainda, que, mesmo com a politica proibicionista e demonizadora, não cessa o consumo, mantem-se a demanda, ampliam-se os lucros, e o interesse escuso da estrutura policial e de todo o sistema e suas dinâmicas de trocas de bens políticos, ou seja.. aumenta-se os riscos..

Demonstra o elemento econômico da atividade, tendo em vista o forte período de crise, sofrendo ainda os reflexos da crise de 29 (crash da bolsa de NY) enquanto para um grande contingente não restava o êxodo ou o suicídio, para algumas famílias, indivíduos, grupos a venda ilegal (ou seria trafico?) de bebida alcoolica se fez como a grande saída, produtora de elevados ganhos.. permitindo uma ascensão social e acesso à bens de consumo, que,de outra forma não seriam possíveis.

Por fim, demonstra, como, simplesmente se deu a legalização das atividades, do consumo, da distribuição... acabando com a corrupção policial, que era endêmica.. e acabando com a violência.. por mais estranhos que aqueles indivíduos pudessem essencialmente parecer, ou se fazer parecer - inimigos!

Espero, possa ser feito um filme deste período contemporâneo..como diria um amigo ..está-se vivendo um ciclo muito semelhante ao do inicio do seculo XX (período de 30 p.ex.)...e esse filme deixa isso muito claro.!!

trailer

ver tambem os textos para download da professora Maria Lucia Karam citados.
revista verve n. 12 2007.
revista verve n. 13. 2008


sábado, 24 de novembro de 2012

Rastros n. 2 - Cultura e Barbárie, Desterro, Nov. 2012


em derradeiros momentos de dissertação e completa imersão...apenas bebendo de boas iniciativas, construções..e  repassando..já que não tem restado tempo para trazer algo próprio, venho divulgar a nova edição de folheto Rastros..de Marcelo Mayora, Mari Garcia, Moyses Neto, Zé Linck e outros...

rastrosn2s

disponível este e outros materiais no site da editora..
http://www.culturaebarbarie.org/

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Rastros n. 1


Projeto RASTROS..nova produção teórico-crítica alternativa de Marcelo Mayora, Mariana Garcia, Moysés Neto, José Linck [...] referente a Outubro de 2012 e pelo editorial Cultura e Barbárie..
rastrosn1s
o material pode ser acompanhado pelo sitio da editora no linck..
http://www.culturaebarbarie.org/


sábado, 29 de setembro de 2012

seminário Critica da Reforma Penal - EMERJ



Venho divulgar e não simplesmente isso, mas também disponibilizar material que deveria ser de assistência obrigatória para todos os estudantes de direito, e sobretudo aos que se preocupam com a questão criminal, a palestra da professora Vera Regina Pereira de Andrade, e do professor Salo de Carvalho, dois dos mais lúcidos teóricos da criminologia brasileira contemporânea, fazendo brilhantes analise sobre o ante-projeto de código penal.

Divulgo o material, tendo em vista que a difusão do evento foi muito limitada aos que la tiveram o privilegio de estar, e assim, seria um desperdício muito grande de tal material de estudo, reflexão e da propagação do que se afigura ser uma importantíssima luta, não só teórica, mas ética com seríssimas consequências para a população brasileira..





...eu, como também... não pude estar presente no evento... gostaria muito, ainda, de assistir.. a palestra do professor Alexandre Morais da Rosa... é outra que, assim que disponível.. pretendo divulgar!!
Leituras: 

ANDRADE, Vera Regina Pereira. Verso e Reverso do Controle Penal. V. 1 e 2. Florianópolis: Boiteux, 2002.
________. A ilusão da Segurança Jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003.
________. Dogmática Jurídica: escorço da sua configuração e identidade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003. 
________.  Sistema Penal Maximo X Cidadania Minima. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003. 


CARVALHO, Salo de. Anti-manual de Criminologia. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.

________. A politica criminal de drogas no Brasil. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
________. o papel dos atores do sistema penal na era do punitivismo. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011.
________. como (não) se faz um trabalho de conclusão. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012.
________. Pena e Garantias. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008.
________. Aplicação da pena e garantismo. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008.



nota de agradecimento

Por esta postagem, torno publico o agradecimento a FASE (Fundação de atendimento sócio-educativo do Estado do Rio Grande do Sul) na sua sede de Pelotas/RS, onde foi realizada a pesquisa de campo do projeto de dissertação intitulado: QUANDO A METÁFORA E A REALIDADE SE ENCONTRAM: O SISTEMA PENAL E A OUTRIDADE JUVENIL" pesquisa realizada a partir de entrevista com jovens em cumprimento de medida sócio-educativa de internação e também de prontuários de medida. Assim, gostaria de agradecer a receptividade da Instituição, na pessoa de seu diretor Manuel Reis, e da chefe da segurança no turno da manhã Rosana Konradth, e da assistente social Clea, que sempre contribuíram e facilitaram o acesso à instituição e o contato/diálogo com os jovens, tendo assim, contribuído imensamente com essa pesquisa que se realiza junto ao curso de mestrado em Politica Social da Universidade Católica de Pelotas (MPS/UCPel). Assim como também, gostaria-se de estender o agradecimento ao Juiz da Infância e Juventude da Comarca de Pelotas,  Gerson que autorizou a pesquisa sem empecilhos burocráticos! E obviamente, o agradecimento principal aos jovens que aceitaram participar da pesquisa e contribuíram e enriquecem este projeto de forma ímpar!

domingo, 23 de setembro de 2012

Coloquio Transformações da Biopolitica - NU-SOL PUC/SP

Divulgando um ótimo evento, que será transmitido ao vivo pelo site da  tv da PUC/SP, atividade do Núcleo de Sociabilidade Libertaria (NU-SOL) coordenado pelo professor Edson Passetti. Evento que conta com a participação de Thiago Rodrigues, Salete Oliveira, Acácio Augusto, Carmen Junqueira, Alfredo Veiga Neto e Marcos Cezar Alvarez! tratando de temas como: Biopolitica e Segurança, Resiliencias e Resistencias e regulações e ecopolitica. 

Ocorre nos dias 8 a 11 de outubro, com inscrições gratuitas no site www.pucsp.br/ecopolitica

O evento será transmitido ao vivo pelo site da tv puc sp no site: www.tvpuc.com.br



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

10 anos sem Alessandro Baratta - Universidade Sem Muros

Divulgando atividade em homenagem e memoria aos 10 anos de falecimento do professor Alessandro Baratta, Encontro coordenado pela professora Vera Regina Pereira de Andrade, a se realizar no dia 24 de setembro de 2012 no auditorio do CCJ/UFSC, com a palestra da professora Camila Cardoso de Melo Prando; e com os debatedores Marcelo Mayora e Marcel Soares. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

CRIMINOROCK PELOTAS


Um evento que abordará o rock além da música. A partir de quarta-feira (1°) estarão abertas as inscrições para o seminário Criminologia Cultural e Rock da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), um encontro jurídico-acadêmico composto por palestras, debates e interações artísticas que traz a possibilidade de abordar a ciência do Direito sob uma perspectiva da Criminologia Cultural e outras conexões teóricas.
Promovido pelo curso de Direito da UCPel, o seminário ocorrerá no dia 17 de agosto e tratará do rock enquanto fenômeno subversivo e transgressor, procurando dar voz a um dos discursos silenciados pelo poder punitivo e pelo status quo. Segundo a organização do evento, ele se insere no contexto de uma criminologia que procura percorrer seu sentido, estabelecendo contraposição à fixidez com que geralmente são estigmatizados. No seminário ainda se buscará o diálogo entre outros gêneros musicais além do rock, como punk, samba e hip hop. 

A inspiração para o evento vem da necessidade de promover atividades extracurriculares que interessem aos alunos e que tragam para sua formação uma possibilidade crítica de análise dos atuais institutos jurídicos. O encontro pretende promover um pensamento mais crítico e abrangente sobre o Direito, além de incentivar os acadêmicos a conhecer e respeitar os movimentos ditos "contraculturais" como parte de sua própria cultura a partir de uma análise da construção histórica do rock.

Além da participação de alguns professores que compõem o corpo docente do curso de Direito da UCPel, os palestrantes são Salo de Carvalho, Moysés Pinto Neto, Marcelo Mayora e José Antonio Gerzson Linck, pesquisadores e autores do livro que dá o nome ao seminário – Criminologia Cultural e Rock, lançado em 2011.


O seminário Criminologia Cultural e Rock ocorre durante todo o dia 17 de agosto – manhã, tarde e noite – no Auditório Dom Antônio Zattera. A programação inclui palestras, debates, mostra temática de cinema e um sarau jurídico-literário. O investimento é de R$ 25,00 até o dia 10 de agosto. Após essa data, e até o dia do encontro, o valor passa para R$ 30,00. As inscrições podem ser feitas na Livraria São José, que fica no saguão do Campus I (rua Gonçalves Chaves, 373). Os participantes recebem certificado.




ORGANIZAÇÃO - FACULDADE DE DIREITO  -UCPEL
REALIZAÇÃO - NUCLEO DE ESTUDOS EM DIREITOS HUMANOS E AMERICA LATINA

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Justiça Restaurativa: Multidimensionalidade Humana e seu convidado de Honra - Rev. Sequencia n. 64

É uma imensa honra, poder divulgar a mais recente edição da revista Sequencia: Estudos Jurídicos e Políticos em seu n. 64 jan- jun, 2012 contendo artigo resultado da parceria com o professor João Salm (Alberta-Canada), trabalho intitulado "A Justiça Restaurativa: multidimensionalidade humana e seu convidado de honra" que aborda a Justiça Restaurativa e a posição do Estado e suas instancias e agencias oficiais.. analisando sob a lente da Justiça Restaurativa e sua vertente originaria, comunitária e pluralista!.
O artigo e a revista podem ser acessados no linck: 

Justiça restaurativa - multidimensionalidade humana e seu convidado de honra -

sábado, 30 de junho de 2012

Liz Elliott - um pouco da historia de uma vida.. que se confunde com parte muito significativa da Justiça Restaurativa no Canadá

A partir do contato com o professor Joao Salm, com quem tenho realizado ótimos diálogos e reflexões, buscando o adensamento das compreensões em torno da Justiça Restaurativa, me foi possível conhecer e acessar as contribuições da professora Liz Elliott, cuja historia pessoal se confunde um pouco com a historia recente e com os avanços analíticos e práticos obtidos pela Justiça Restaurativa recentemente em especial no Canadá, tendo vista sua vida de dedicação na obtenção de formas alternativas e não violentas de resolução de conflitos.. e tal historia se faz de imensa pertinência em território  brasileiro, tendo em vista algumas impropriedades ou mesmo descaracterizações que se tem operado e denominando de Justiça Restaurativa no território e sistema de juridicidade brasileira..

Proud ‘radical’ poineered restorative justice



Elizabeth ‘Liz’ May Elliott
Born: May 22, 1957, in Montreal
Died: Sept. 9, 2011, of cancer in Mission, B.C.

Liz Elliott was born in Montreal on May 22, 1957. Her early childhood years included stays in Welland and Oshawa, Ont., but she spent most of her youth growing up in Ottawa alongside her parents and younger brother. Always a go-getter, Liz spent four years at Bell High School, but transferred to the new semester-system based Confederation High School to complete her Grade 13 and graduate in December 1976 (rather than June 1977). This permitted her additional months to earn money for post-secondary education.
She went on to earn an undergraduate degree in physical education from the University of Ottawa.
But her calling seemed elsewhere. Liz moved to Kingston where she worked for the Elizabeth Fry Society and her passion for social justice began. In support of this new interest, Liz returned to Ottawa in the late 1970s to expand her knowledge by studying at Carleton University, where she earned her Masters in Social Work in 1980.
At Carleton, Liz’s adherence to the politics of feminism grew stronger. She became an impassioned advocate for the rights of women. When later accused by some of being too radical, she did not deny this, pointing out that most significant and beneficial changes in society were usually instigated by radicals of some type. Suffragettes, for example, won the right to be considered “persons” under the law, and gained the right to vote, but only after much radical persuasion from protest marches, hunger strikes, and jail sentences.
Liz met her husband, Milt, at Collins Bay Institution, the medium-security prison in Kingston. He was a psychologist working with inmates there, while she was a social worker visiting prisoners. Shortly after marrying in 1987 they transferred to British Columbia where Milt was given a position at Mountain Institution, a medium-security prison in Agassiz, B.C.
Subsequently they lived part-time on a 40-foot boat in New Westminster, B.C. Because it could accommodate six persons, family and friends were often invited for weekend stays, joining in the navigation of the Fraser River and the Pacific Ocean. Their son, Kristofor, was born in December 1988. When daughter Maya was born three years later in September 1991, they decided to sell the boat and move to a house they bought on an acre of land in Mission, B.C.
While her children were still toddlers, Liz worked as a teaching assistant for Simon Fraser University in Burnaby, correcting student papers while at home. During this time she also studied for her doctorate. Some six years later she ably defended her thesis titled The Seventh Circle of Hell based on Dante’s Divine Comedy. It was a history of the response to murder in Canada.
In 1999, the new Dr. Elliott became associate professor in the School of Criminology at Simon Fraser University. Two years later, she co-founded the Centre for Restorative Justice at SFU and established the university’s first restorative justice course, which is still taught on all three campuses.
Liz also helped to establish a victim/offender reconciliation program, as well as circle remedies at the Ferndale Correctional Institution, a minimum-security prison near her home in Mission, B.C.
She was a longtime volunteer there. Liz believed strongly in giving prisoners a place they could gather to talk and learn how to build healthy relationships. She was one of those mentors who strongly believed that they who can teach, must also do. She was absolutely enthusiastic about what she taught at school and in prisons, and “couldn’t be boring if she tried” according to one of her students at SFU who appreciated all the field trips to prisons Liz organized for them as part of their criminology course. She was loved by her students and fellow academic colleagues there.
In 2007, Liz was approached by the Salvation Army to create an online restorative justice program for people working in the agency. She worked tirelessly on this project, and visited the Salvation Army in Toronto a number of times to present the material. Liz’s work took her all across Canada, Britain, Europe and South America. She spread the restorative justice message globally in the most self-effacing way. She inspired individuals, institutions, and communities into placed of caring, healing and constructive energy.
Liz faced family tragedy twice in a short time frame. In 2005, her teenage son was diagnosed with non-Hodgkin’s Lymphoma. Her world was turned upside down as she visited him daily while juggling work. He recovered fully, but a year later Liz was diagnosed with colorectal cancer. Despite an apparently successful colostomy operation in 2008, the cancer returned more aggressively than before.
While facing this life-threatening menace with complete dignity and courage, Liz culminated her efforts to completely package restorative justice by writing her book Security with Care in 2009-2010. The book was published in 2011, and serves as the framework for an SFU Criminology course. The accompanying online course is proving very popular, as attested by the director of criminology at SFU, Robert Gordon, who said a scholarship is being established in Liz’s name.
Liz’s work garnered recognition, including the Outstanding Service Award from the John Howard Society, Exceptional Peoples’ Olympics award from Collins Bay Institution, the Appreciation Award (VP) 2005-2010 John Howard Society of Fraser Valley (2010), and the Corrections Canada Ron Wiebe Restorative Justice Award, B.C. (2010). Liz has also been nominated posthumously for the Governor General of Canada’s Meritorious Service Decoration (December 2011).
Just days before Liz died, she visited Ferndale prison to see the totem pole being carved for her. One of the carvers, a prisoner, said the totem pole was to honour Liz, who was respected by everyone who knew her and her work in restorative justice. The weekly dialogue circles she attended were much appreciated. There she made a real impact on the lives of prisoners, community members, and often victims of crimes would also attend these sessions.
Liz played a key role in laying the groundwork for today’s restorative practices, and its community development in Canada. But to her close friends and family, Liz is also remembered for her vibrant personality and zest for life. She was a pillar of strength in her community, but she was a very modest person and did not like attention.
Liz passed away peacefully in her own home, as was her wish, and in the company of her loving family on Sept. 9, 2011.
Gordon informed the staff of SFU that day, saying: “A warrior has fallen, and it behooves the rest of us who share her commitment to pick up the banner and continue her work with greater resolve.”
A Celebration of Life of Liz Elliott was held in Mission Secondary School on Sept. 17, 2011. Hundreds attended, and many shared their memories of Liz.
The totem pole in her honour was raised in the atrium of SFU’s School of Criminology, during a blessing ceremony led by First Nation’s elders on Dec. 5.
Peter Elliott,her brother


Read more: http://www.ottawacitizen.com/technology/Proud+radical+poineered+restorative+justice/6831389/story.html#ixzz1zINIDSuC

quarta-feira, 6 de junho de 2012

lembrança das atividades na UFSC e Universidade sem Muros

apenas para divulgar fotos que ficarão de lembrança das atividades na UFSC, que como sempre sao produtivas, e em especial esta ocasiao, onde se discutiu Justiça Restaurativa. Deixando o agradecimento publico pela acolhida, apoio, e momentos de dialogos e reflexao, com a Professora Dra. Vera Regina Pereira de Andrade, o professor Marcelo Mayora, Mariana Garcia, Lucas Machado parceraço de longa data..e tambem ao professor Dr Cesar Barros Leal que veio de tao longe para esse debate!!

vos agradeço a todos,

seguem algumas fotos.. em breve o video com as falas na íntegra!!




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Atividade - universidade sem muros: dialogo sobre Justiça Restaurativa

..prezados.. este post se presta para divulgar e tambem ficar o registro de agradecimento à professoa pós-Dra Vera Regina Pereira de Andrade.. pois estou indo para uma atividade junto ao PPGD-UFSC - dialogo sobre Justiça Restaurativa, organizado pelo grupo Universidade Sem Muros, e que  permitirá o diálogo e que tem como centro da discussao a Justiça Restaurativa e a posição ocupada (ou que deveria ou nao, ser) pelo Estado, Atividade que ocorrerá no proximo dia 5 de junho; e que parte do trabalho intitulado, "JUSTIÇA RESTAURATIVA: multidimensionalidade humana e seu convidado de honra" texto que está sendo publicado no proximo numero da Revista Sequência: Estudos Jurídicos e Políticos de autoria de JACKSON DA SILVA LEAL e JOÃO SALM; e que será objeto de dialogo entre JACKSON DA SILVA LEAL, MARCELO MAYORA ALVES e o CESAR BARROS LEAL, em atividade coordenada pela professoraVERA REGINA PEREIRA DE ANDRADE.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Marcelo Freixo - entrevista Roda Viva

Entrevista na íntegra do Dep. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no programa Roda Viva da TVE falando sobre segurança publica, milicias, UPP e politicas publicas (...)!! Entrevista interessante e debate importante.. vale analisar nao apenas a posição do deputado, mas tambem a postura da propria imprensa.,!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

chamada de artigos - juventude e juridicidade



Prezados, venho através deste, tornar público a chamada de trabalho científicos para livro organizado pelo mestrando Jackson da Silva Leal (UCPel) e a professora pós-Dra. Raquel Fabiana Lopes Sparemberger, sobre a temática "juventude e juridicidade". Maiores informações, tais como prazos e formatação vide edital abaixo, ou entrem em contato pelos e-mails pessoais dos organizadores constantes no artigo 4º do edital;

Edital de Chamada de Artigos - Juventude e Juridicidade

domingo, 6 de maio de 2012

Dialogue about Restorative Justice in memorian of Profesor Elisabeth Elliot - Centre of Restorative Justice SFU Canadá


É com imenso prazer que divulgo material virtual (video) com as conferencias ocorridas em memoria do primeiro ano da morte da professora Elisabeth Elliot do Centre of Restorative Justiça da Simon Fraser University (SFU Canadá);

Professora e profissional que dedicou sua vida à investigação e aplicação da Justiça Restaurativa, tendo tido a oportunidade de conhece-la, quando, alguns meses antes dela vir a falecer, ter estado no Brasil para diversas atividades no ano de 2010.

Tive a oportunidade de conhecer a professora Elliot, e tambem o professor Joao Salm e a professora Brenda Morrison, ambos da SFU - oportunidade que surgiu de evento organizado pela professora Vera Regina Pereira de Andrade nas atividades do Universidade Sem Muros.

Tenho o privilegio de manter desde entao contato com a professora Brenda Morrison, e com o professor Joao Salm, parceria que resultou no artigo "Justiça Restaurativa: multidimensionalidade humana e seu convidado de honra" que será publicado no proximo numero da revista Sequencia: estudos juridicos e politicos do programa de pós-graduação em Direito - UFSC.

Assim, é um imenso prazer poder divulgar esse material, que congrega o que há de mais apurado em Justiça Restaurativa a partir de um viés comunitario, sendo o Canadá, a Simon Fraser University e o Centre of Restorative Justice referencias neste sentido, e nada mais justo que essa homenagem a uma grande militante da Justiça Restaurativa, com belas coferencias, como p.ex. do professor Howard Zehr falando sobre sua obra Changind Lenses..