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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Marcelo Freixo - entrevista Roda Viva

Entrevista na íntegra do Dep. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no programa Roda Viva da TVE falando sobre segurança publica, milicias, UPP e politicas publicas (...)!! Entrevista interessante e debate importante.. vale analisar nao apenas a posição do deputado, mas tambem a postura da propria imprensa.,!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A m(L)ente império Global e a incapacidade de imaginar uma vida diferente

A polêmica envolvendo os acontecimentos em algum dia de BBB12 envolvendo uma participante e um rapaz, e supostas relações sexuais (e toda a história que já é antiga e repetida) reacende uma discussão – sobre a qualidade da televisão, seus programas, a necessidade de se regular o que é transmitido, horários e público apropriado; ou ainda um suposto ou discursado menosprezo pela inteligência do brasileiro –; questões que talvez sejam importantes, mas que não tem levado a nada.
Inclusive, antes de começar esta postagem, pensei muito, se o faria ou não; tal sentimento é despertado por diversos motivos.. tendo em vista que o tal big brother Brasil desperta tantos discursos pseudocríticos, quanto tem de adoradores que não mudarão sua opinião; enquanto que a pseudocrítica discute enquanto a TV está ligada para as paredes (sintonizada na Globo – produzindo audiência que é pecúnia); ainda, pensava em não fazer esta postagem, por pensar ela, talvez, desprovida de fundamento e relevância cientifica, ou mesmo reflexiva; muito embora tenha atrapalhado meus estudos por certo período de tempo;
Mas, ao ouvir a música “channel n. 5” na voz de Fernando Anitelli de O Teatro Mágico, no show do cd “o segundo ato”; onde então, encontro o fundamento desta reflexão, que está menos no BBB12, e mais na sociedade que a mídia é nada além de um reflexo.
A música e a obra (vasta e maravilhosa de O Teatro Mágico), permitem a reflexão de que o grande problema, não da mídia, mas da sociedade brasileira e em grande parte mundial, é a perda da capacidade de fantasiar; um homem chamado Eduardo Galeano falava em Direito ao Delírio; e diversos teóricos da filosofia ou da sociologia falam na perda da capacidade de pensar uma vida diferente da que existe; o que se traduz no deserto do real.
Esta herança cultural que se origina com a epistemologia positivista e o racionalismo que permitiram a modernidade e sua procedimentalidade técnico-mecanicista. Transformando a sociedade em incapaz de delirar, de sonhar, de fantasiar; acreditando apenas no que podem ver se materializar.
O problema é que, o que tem se materializado diante de seus olhos são as imagens que a mídia fantasiosa, falaciosa e maliciosa produz; e ainda, que tais imagens são mais irreais e irrealizáveis, para a grande maioria, do que a sua imaginação poderia produzir.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Desocupação do Pinheirinho..análise de B S Santos

Privo-me de tecer maiores comentarios, sobre a questão que tem sido imensamente comentada nas redes sociais por todo país, tomando até memso proporções internacionais; apenas percebo que surgem  muitos discursos fáceis e oportunistas, que se dizem criticos e que cercam questões (problemáticas) como essa, sem que haja uma avaliação, reflexão e estudo verdadeiro sobre o tema, discursando o que os outros querem ouvir sobre a questão da terra, da moradia, o acesso a direitos, Justiça..etc..se propiciam análises superficiais e panfletárias sobre questões que envolvem vidas reais, sofrimentos reais.. sendo nada além de um massageador de ego acadêmico e pseudo-solidariedade burguesa; mas suas vidas segue diariamente com a rotina de consumo de ideologias várias!!
Por isso deixo a avaliação da questao de forma séria por conta de Boaventura de Sousa Santos, no Forum Social Tematico 2012.


sábado, 30 de julho de 2011

O CONSENSO MIDIATICAMENTE (DE)FORMADO E MANIPULADO PELA MASS MEDIA


Esta postagem é uma abordagem em duplo sentido, primeiro de prestar uma homenagem, e em segundo de fazer uma analise minimamente critica da situação que se cria, ou é forjada no ceio da modernidade como forma de gestar a sua humanitária war on drugs.

Neste sentido, a homenagem é no sentido de um reconhecimento e tributo à artista Amy Winehouse e a sua capacidade de fazer musica com origem em blues e jazz o que por si só já é inusitado e louvável nesta modernidade de produção em serie e de um processo de desculturação e homogeneização identitária.

E ainda, tal talento permeado ou levado a cabo pela sua personalidade intensamente transgressora, que unida a sua música remonta ao cenário retratado por Howard Becker e William Foote White...

E em segundo lugar, fazer uma analise do consenso que se forma em torno da morte da artista, no sentido genuíno do termo...consenso na pior acepção de Dussel, no sentido de pura manipulação do poder de difusão midiática encontrada na modernidade pelo poderia tecnológico, e que pode servir a fins emancipatórios – de diálogos e comunicação de lutas (no sentido atribuído por Negri) – mas que também serve a fins sórdidos de manipulação da opinião publica, como ocorre no que diz respeito às drogas..

Assim, vê-se que está montado mais um cenário de que esta mídia necessita para fortalecer seu papel nesta luta contra as drogas, exportada e imposta pelo mundo ocidental burguês, como imperativo categórico humanista ocidental..!

Nesta linha, e ao arrepio de uma ciência criminológica levada a sério, recrudesce-se o pensar em relação às drogas, a partir de um viés meramente positivo-reducionista e maniqueísta, quem dirá o que este pensar permitirá em termos de procedimentalidades !?!?

Fiquemos com o Blues e Jazz transgressores por natureza.. afinal o que seria da arte se não fosse a transgressão!!???


segunda-feira, 11 de abril de 2011

A mídia Extravagantemente Legislativa


Esta postagem é no sentido de analisar o posicionamento da grande mídia nacional e os usos que fazem dos fatos ocorridos e a formam como gestionam o poder da massa a produzir efeitos legislativos. Refiro-me aos fatos ocorridos no dia 7 de abril deste 2011 na Escola no Estado do Rio de Janeiro, os quais me dispenso de comentar, pois todos já tiraram as próprias conclusões, ou pelo menos as conclusões que lhes foram colocadas (e era tudo o que a mídia precisava para mais uma definição penal)!!

Em cobertura simultânea, a rede Globo já inicia algumas e esparsas referências à algumas desqualificações do autor do fato atribuindo o uso de barba, vida introspectiva e anti social etc..., um processo de caracterização e caricaturização de um suposto atentado terrorista.

Coincidentemente a revista Veja, na edição da semana anterior (ao evento) tinha como capa a aproximação do Brasil ao terrorismo, sendo este um dos pontos do mapa para as estratégias terroristas, apontando inclusive supostos indivíduos ligados a grupos vivendo legalmente no Brasil.

E hoje, dia 11 de abril, na edição do Jornal Nacional, seguramente o jornal mais assistido no país, chegam ao seu ápice demonstrando trechos manuscritos pelo agente fazendo referências de cunho religioso e citando o alcorão, assim como diversas outras tentativas de atribuir uma aproximação muçulmana aos atos cometidos, em clara e aberta tentativa de qualifica-lo como terrorista.

Sendo tal posicionamento odioso e cretino em dois aspectos.. primeiro por tentar  (e consegue) manipular a opinião publica no sentido de assemelhar a cultura muçulmana de forma leviana ao terrorismo, como é praxe na vida ocidental; e em segundo, pelo fato de tirar conclusões igualmente precipitadas acerca do fato citado, e isto sequer sem levar em conta que isto não faz parte de seu papel.


Mas o que me chama a atenção é a nítida proposta que muito provavelmente se tornará realidade ou positividade, o fato de uma futura e breve criação legislativa qualificando atos assemelhados como terroristas (saliente-se que tal definição está a espreita a algum tempo na legislação nacional) tornando, como se fosse novidade, a mídia no mais novo Poder Legislativo e que não deixa a pauta em espera, principalmente quando se trata de acirrar o poder punitivo. 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Leonardo Boff: A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Caríssimos amigos e leitores, recorro, mais uma vez este espaço, a fim de contribuir e dar vazão, mais uma as colocações do amigo Lucas Machado, que me enviou o texto abaixo. Apenas gostaria de referir, neste momento, há tres dias do pleito, que não estou aqui fazendo campanha.. inclusive havia pensado um post, no sentido de que, talvez a minha posição politica mais sincera, fosse o ato de nao votar, até mesmo pelos estudos que venho realizando em torno do modelo Constitucional e de Estado que vem se propondo, sem grandes alteraçoes, há seculos. Entretanto, nao querendo aqui fazer uso do discurso a fim de me eximir de agir, ou não agir (quanto ao voto), como se o meu voto nao pudesse decidir nada, pois pode.!! E por isso, por uma questao de estratégia, como a vida moderna requer, é preciso alargar espaços, e proceder pequenas rupturas, o tempo do salvador messianico passou, ou sequer existiu!!Para nao me alongar demais, passo ao texto enviado pelo amigo Lucas !!



Leonardo Boff: A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma



Publicada por Luiz Carlos Azenha em 24 de setembro de 2010 (0:20) na Política

Por Leonardo Boff, na Adital, via Vermelho

23 de setembro de 2010



Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

Fonte: Adital

Matéria tirada do Viomundo - O que você não vê na mídia - http://www.viomundo.com.br

Link da matéria: http://www.viomundo.com.br/politica/leonardo-boff-os-abusos-da-midia-contra-lula-e-dilma.html